A construção política da fronteira. Entre discursos nacionalistas e a “produção” de trabalhadores precários

Autores

  • Carolina Stefoni Espinoza Académica de la Universidad Alberto Hurtado
  • Menara Lube Guizardi Universidad de Tarapacá
  • Herminia Gonzálvez Torralbo Universidad Central de Chile

DOI:

https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2018-N51-1353

Palavras-chave:

Migração, fronteiras, regime migratório global, América Latina

Resumo

O presente artigo discute as políticas de controle aos movimentos migratórios e a produção de população migrante destinada a “suprir” mercados laborais precarizados. Utilizamos como exemplo analítico o caso de Chile e as medidas implementadas em 2018 pelo governo nacional em relação a migração venezuelana e haitiana. Analizamos de que modo o processo de fronteirização permite compreender os exercícios de delimitação cultural e identitária da nação, e a construção de sujeitos cuja inserção econômica e social está condicionada a espaços de vulnerabilidade. Para isto, apresentaremos um estado da arte sobre o conceito de fronteirizacao e caracterizamos as principais políticas e medidas adotadas pelo governo do Chile em relação aos fluxos de Venezuela e Haiti. Finalmente entregamos as principais conclusões que se derivam destes casos, em particular os efeitos das medidas de controle e gestão migratória e a construção diferenciada e selectiva destes movimentos.

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Publicado

2019-03-25

Como Citar

Stefoni Espinoza, C., Lube Guizardi, M., & Gonzálvez Torralbo, H. (2019). A construção política da fronteira. Entre discursos nacionalistas e a “produção” de trabalhadores precários. Polis (Santiago), 17(51). https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2018-N51-1353