Camponeses, emoções e tentativas de resistência armada à ditadura empresarial-militar no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2019-N53-1382Palavras-chave:
Camponeses, luta armada, repressão, emoções, sociologiaResumo
O objetivo deste artigo é analisar a relação entre militantes de organizações armadas e camponeses durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985).O foco é sobre como as emoções interferiram nos processos de engajamento, desengajamento e não-engajamento dos camponeses em tentativas de formar grupos guerrilheiros rurais, uma vez que as emoções são uma forma importante para compreender melhor a ação coletiva e da violência política. O caso específico discutido no artigo é a tentativa iniciada pelo Comando de Libertação Nacional (Colina) na área do Rio de Janeiro e continuado pela Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) na região de fronteira entre Maranhão e Tocantins.O estudo utiliza a história oral como sua principal metodologia, baseada em entrevistas com sobreviventes daquele período. A análise também foi informada por arquivos da polícia política.