Educação chilena, não está à venda? Mobilização estudantil e configuração do problema público universitário
DOI:
https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2020-N57-1573Palavras-chave:
Problema público, protestos estudantis, arenas públicas, reforma universitária, direitos educacionais.Resumo
O propósito do artigo é descrever e compreender o processo de configuração do problema público da educação superior chilena, a partir da mobilização estudantil em defesa da educação pública, até a conformação de uma resposta política institucional limitada à ideia de gratuidade (2011-2017). Através de uma pesquisa qualitativa que conjuga diferentes procedimentos de produção de informação, e aplicando a perspectiva da sociologia dos problemas públicos, propomos como achado mais significativo a conformação de dois momentos no processo, que definem duas arenas e problemáticas diferenciadas. O momento da manifestação pública (2011-2013) associada à demanda pelo direito à educação pública gratuita, e o momento da arena técnico-institucional da gratuidade (2014-2017). Concluímos reconhecendo algum escopo sociopolítico do processo, principalmente para a mobilização estudantil e sua causa pública, a partir da comparação entre os dois momentos.