Cartografias da justiça na era das transições para a sustentabilidade, conjuntos globais e latino-americanos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2024-N68-3684

Palavras-chave:

Sociologia Ambiental, Teoria e Ciência Política Ambiental, Extrativismo, Estudos de Transição, Transição energética

Resumo

Neste artigo, organizamos a construção de abordagens de justiça no contexto das transições para a sustentabilidade. Com base numa análise qualitativa do estado da arte de 110 documentos, identificamos conjuntos de justiça/transição à escala global e latino-americana. Assim, por um lado, nos debates internacionais, distinguimos a abordagem da transição justa, com raízes no sindicalismo norte-americano, e a da justiça energética e multiespécie, promovida pelo mundo académico. Por outro lado, nas abordagens latino-americanas, encontramos o Buen Vivir e a justiça promovida pelos povos indígenas e pela sociedade civil, e a justiça climática, desenvolvida pelo constitucionalismo ambiental promovido pela sociedade civil e por juristas latino-americanos. As abordagens globais tendem a reivindicar estratégias adaptativas, enquanto as perspectivas latino-americanas são geralmente refundadoras em relação ao extractivismo. Assim, mostramos que a justiça, mais do que um objeto estabilizado e universalmente compreendido, é um artefacto político em construção, adequado a contextos históricos e tradições intelectuais. Concluímos com um convite à investigação futura para examinar a implementação prática destas variedades de justiça, abordando os desafios sociais e as resistências institucionais que possam surgir.

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Publicado

2024-02-12

Como Citar

Ojeda-Pereira, I., Campos-Medina, F., & Gajardo, N. (2024). Cartografias da justiça na era das transições para a sustentabilidade, conjuntos globais e latino-americanos. Polis (Santiago), 23(68), 10–48. https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2024-N68-3684