Resistência à Tecnologia Nuclear na América Latina: O Caso da Usina Nuclear em Río Negro, Argentina
DOI:
https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2024-N68-3302Palavras-chave:
Resistências, Nucleoeletricidade, Protesto Social, Justiça Ambiental, Participação CidadãResumo
Este artigo busca avançar no estudo exploratório das resistências à tecnologia nuclear na América Latina, por meio da descrição e análise do conflito em torno do projeto de construção de uma usina produtora de energia nuclear na província patagônica de Río Negro, Argentina. A metodologia de pesquisa é qualitativa e aborda o estudo de um caso representativo, articulando contribuições dos estudos sociais da ciência e tecnologia e dos movimentos sociais. São identificados atores, argumentos e repertórios de ação coletiva em episódios contenciosos, bem como as consequências e resultados das resistências ligadas aos processos tecnológicos e às reivindicações coletivas. Destaca-se a centralidade das questões de risco e das disputas pela justiça ambiental no conflito, juntamente com impactos como o cancelamento do projeto, a promulgação de legislações antinucleares e a criação do Movimento Antinuclear da República Argentina.