A experiência da Escola de Alimentação Saudável e Soberana da União dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Terra (UTT). Entre pedagogias emancipatórias e saberes emergentes.
DOI:
https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2022-N63-1773Palavras-chave:
Soberania alimentar, educação popular, organizações sociais, gênero, agroecologia.Resumo
Este artigo analisa a partir de uma abordagem qualitativa a experiência da Escola de Promotores de Alimentação Saudável e Soberana (EPASS) da União dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Terra (UTT). São restauradas as coordenadas gerais do sistema agroalimentar dominante e as alternativas propostas pelas organizações sociais. São expostas as estratégias pedagógicas abordadas, inscritas na Educação Popular, como a “mística”, o uso de utensílios e insumos, e as práticas culinárias e de comensalidade. Entre os saberes emergentes, destacam-se a desigualdade que implica não possuir a terra que cultivam, as relações patriarcais, a instalação do consumo de produtos ultraprocessados, a desapropriação do saber e o acesso aos bens coletivos da natureza. Na discussão destaca-se que o EPASS possibilita a denúncia de práticas e significados alimentares moldados pelo sistema capitalista, como a construção de uma sinergia de saberes úteis para a luta pela soberania alimentar e pela agroecologia a partir dos territórios.Downloads
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Publicado
2022-10-28
Como Citar
Sammartino, G., Caimmi, N., & Figueroa, E. (2022). A experiência da Escola de Alimentação Saudável e Soberana da União dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Terra (UTT). Entre pedagogias emancipatórias e saberes emergentes. Polis (Santiago), 21(63). https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2022-N63-1773
Edição
Seção
Lente de aproximación