As armadilhas da identidade no âmbito do logos
DOI:
https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2014-N38-1050Palavras-chave:
Identidade, logos, equalização, diferençaResumo
O diálogo intercultural que se tornou monólogo legal no espaço público, em tempos de políticas da identidade, perpassa o enredo da disputa territorial sobre o significado de lugar nas Salinas Grandes, Jujuy, Argentina. Aí as comunidades indígenas resistem a que em seus territórios se realizem atividades para a prospecção e exploração de lítio, mineral estratégico para produzir baterias eletrônicas, calcanhar de Aquiles sobre o qual se sustenta o tecnologicismo contemporâneo. Nesta disputa, a genealogia analítica entrelaça processos históricos mais abrangentes e levanta as armadilhas da identidade como um processo de encapsular a alteridade radical e a equalização da diferença. Sob o âmbito do logos moderno, estas armadilhas subsomem interpretações diferenciadas limitando-os a sua declamação sob uma linguagem positiva, com a consequente perda de radicalidade. Então fica aberta a necessidade de um projeto político crítico e de oposição para superar essas armadilhas.