Capital social e clientelismo: Outra restrição sobre o controle social
DOI:
https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2011-N29-786Palavras-chave:
capital social, controle social, teoria da troca impugnada, assimetria de poderResumo
Em contraste com os efeitos positivos do capital social, vários autores chamam a atenção para o seu “lado negro”. Neste artigo vamos explorar uma das suas manifestações. Propomos que o capital social pode ser usado por políticos nas relações clientelistas para coagir os cidadãos, determinando a continuidade dessas relações se as pessoas usam os mecanismos de controle social para puni-los. Propomos, portanto, que o capital social pode limitar o exercício do controle social. Depois de fazer distinções analíticas sobre o capital social, analisamos a relação entre cidadãos e políticos a partir da teoria do principal-agente e para explicar a assimetria de poder entre eles, usamos a teoria de câmbio disputado feita pela economia política radical. A tese central é que, como o capital favorece o domínio dos trabalhadores no mercado de trabalho capitalista, o capital social pode facilitar o domínio dos cidadãos nas relações clientelistas.