Assediadas no Campo: Gênero, raça, nação e a construção do conhecimento etnográfico

Autores

  • Rebecca Hanson Universidad de Florida, Gainesville, FL
  • Patricia Richards Universidad de Georgia, Athens, GA

DOI:

https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2021-N59-1589

Palavras-chave:

Gênero, assédio sexual, trabalho de campo, interseccionalidade, etnografia.

Resumo

O assédio sexual e a sexualização são experiências comuns para mulheres pesquisadoras ao realizarem trabalhos de campo. No entanto, esses tópicos raramente são mencionados em livros e aulas de metodologia científica. Este artigo se baseia em entrevistas com pesquisadoras/es qualitativas/os (47 mulheres e 9 homens) da academia norte-americana para criticar o silêncio em torno do assédio sexual no campo de pesquisa. Argumentamos que esse silêncio é um indicador de um problema maior: as/os pesquisadoras/es eliminam experiências corporificadas em sua pesquisa qualitativa. O silêncio disciplinar em torno do assédio sexual tem um custo tanto para as/os pesquisadoras/es individuais quanto para a construção do conhecimento etnográfico. Defendemos que as/os pesquisadoras/es qualitativos devem pensar criticamente sobre como o trabalho de campo e a coleta de dados são moldados por gênero, raça, sexualidade e nacionalidade, e fazemos um chamamento para uma abordagem que inclua a experiência corporal e reconheça como essas experiências são mutuamente parte da produção de conhecimento.

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Publicado

2021-05-03

Como Citar

Hanson, R., & Richards, P. (2021). Assediadas no Campo: Gênero, raça, nação e a construção do conhecimento etnográfico. Polis (Santiago), 20(59). https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2021-N59-1589