Dívida “saudável”, empoderamento e controle social

Autores

  • Array Array Universidad Católica del Maule – Centro de Estudios Urbano Territoriales (CEUT).
  • Array Array Universidad Católica del Maule – Centro de Estudios Urbano Territoriales (CEUT).
  • Array Array SUR Corporación de Estudios Sociales

DOI:

https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2018-N49-1327

Palavras-chave:

Dívida, governamentalidade, subjetividade, neoliberalismo, educação financeira

Resumo

A interpretação do neoliberalismo como governamentalidade baseiase em considerá-la uma estrutura dinâmica que se adapta e adota as características espaço-temporais. É através deste processo que o neoliberalismo consegue cooptar as realidades dos indivíduos, sua construção e interpretação, para propor e impor formas sutis de controle (Barry, Osborne e Rose, 2013). Ao entrar no circuito de normalização e senso comum ou do “agir com sensatez”, a dívida se torna um mecanismo de controle, devido aos efeitos que ela tem sobre a vida material e a subjetividade das pessoas. Este artigo baseia-se em entrevistas com diretores dos programas de educação financeira de agências estatais e entrevistas em profundidade com chefes e chefas de família sobre sua vida econômica diária, seus significados e a subjetividade em torno deles. As políticas públicas, como a educação financeira, visam produzir uma subjetividade ligada ao “direito a pagar” e ao direito de se endividar “com saúde”. Ambas as atividades são anunciadas como uma espécie de “empoderamento social” e com discursos de mobilidade social individual, mas, em última análise, são formas de controle.

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Referências

Publicado

2018-12-10