Discriminação contra migrantes sul-americanos na Argentina: interseções entre gênero, classe social e origem étnico-nacional

Autores

DOI:

https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2024-N68-3399

Palavras-chave:

Classe, género, etnia, migrações, discriminação

Resumo

O artigo analisa a discriminação sofrida por homens e mulheres migrantes sul-americanos (particularmente paraguaios e bolivianos) que residem na Área Metropolitana de Buenos Aires (AMBA), a partir de uma perspectiva interseccional que considera a origem étnico-nacional, o gênero e a classe social. Utilizando a estratégia da Grounded Theory, são analisadas 24 entrevistas com mulheres e homens migrantes de diferentes nacionalidades e classes sociais. Como resultado, foram identificadas discriminações de acordo com as combinações dos eixos de opressão. Na intersecção entre classe social e género, as mulheres trabalhadoras enfrentam maiores exigências de trabalho e menos integração nos seus ambientes de trabalho. Na intersecção entre género e etnia, há testemunhos de assédio sexual e maus-tratos nos centros de saúde. Associadas à intersecção entre classe social e etnia, estão as dificuldades de acesso ou reivindicação de direitos, a falta de reconhecimento profissional na classe média e a estigmatização pública na classe trabalhadora.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Array Array, Universidad de Buenos Aires

    Universidad de Buenos Aires

  • Array Array, Universidad de Buenos Aires

    UBA-CONICET-IIGG

Referências

Publicado

2024-12-22