Despoder e progressismo federalista fraterno para superar a esquerda presicrática
DOI:
https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2017-N46-1239Palavras-chave:
presicracia, despoder, federalismo, fraternidade, América latinaResumo
A esquerda retrocede na América Latina pela evidente mudança do ciclo de matérias primas e os escândalos de corrupção que demostram o poder da cooptação pelos poderes oligárquicos empresariais. Mas existe uma terceira causa que explica as outras duas: a crise do poder personalista e concentrado que abusa do presidencialismo, reparte de forma fácil a riqueza momentânea, agudiza os conchavos, centraliza e declina numa mistura de paternalismo, dependência extrativista, ausência de capacidade de alianças, hegemonia e tolerância à corrupção. O Frente Amplo uruguaio e movimentos indígenas mostram caminhos de maior autonomia do poder empresarial, austeridade, fraternidade no estilo e poder colegiado sem personalização excessiva. A ideia de despoder e federalismo organizacional em que se enlaçam atores sociais e fações políticas plurais, parece ser a mudança cultural que requer o progressismo latino-americano tendo como base a fraternidade como valor.