Afetar o por vir dos corpos: micropolíticas da insegurança neoliberal

Autores

  • Array Array Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa
  • Array Array Centro Universitário do Vale do Iguaçu, União da Vitória

DOI:

https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2020-N55-1441

Palavras-chave:

Corpos, margens, micropolítica, insegurança, neoliberalismo.

Resumo

A partir da articulação progressiva das noções de margens, pathos e corpos, nos valemos da técnica do ensaio para descrever como micropolíticas da insegurança produzem subjetividades específicas e funcionais no contexto de um capitalismo em transformação. As descrições que Foucault e Deleuze fizeram sobre as sociedades disciplinares e de controle são reinterpretadas tanto à luz de suas premissas sobre o corpo, como a partir da chave de leitura das transformações neoliberais operadas globalmente nos mecanismos securitários e previdenciários a partir dos anos 1970 e 1980, e mais tardiamente em países latino-americanos. Essa releitura também se beneficia de um movimento de avanço, proporcionado por pensadores italianos contemporâneos como Lazzarato, Virilio e Berardi, que indicam que a partilha desigual da insegurança neoliberal e a administração pelo medo, fontes de uma micropolítica global, constituem fatores que, ao afetarem os corpos, impõem as margens que controlam e governam o seu por vir.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

Publicado

2020-03-27

Edição

Seção

Lente de aproximación