"Chile despertó": os sentidos políticos na Revolta de Outubro

Autores

  • Array Array Universidad Diego Portales- Centro de Estudios de Conflicto y Cohesión Social (COES). Santiago.
  • Array Array Centro de Estudios de Conflicto y Cohesión Social (COES)

DOI:

https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2022-N61-1707

Palavras-chave:

Explosão social, primo-manifestantes, política contenciosa, Convenção Constitucional

Resumo

Este artigo analisa a revolta social de outubro de 2019 em diante, no Chile, a partir de pesquisas qualitativas em três regiões do país: Santiago, Valparaíso e Concepción. Adiantamos que, embora possa ser considerado um evento culminante no ciclo de mobilização iniciado em 2006 no país, apresenta elementos que o distanciam desse processo. (a) uma parte destes protestos assumiram a forma de uma explosão social e, embora suas demandas convergem com aquelas de mobilizações anteriores, não foram liderados pelas organizações que participaram desse processo. Isso implicou que a massividade, os repertórios de protesto, a difusão e as formas de convocação atingissem pessoas que não haviam se manifestado na rua e não estavam vinculadas a partidos ou organizações sociais. (b) em segundo lugar, propõe-se que os sentidos políticos gerados a partir dos protestos nos permitam compreender, em grande medida, o sucesso eleitoral dos independentes na eleição dos membros da Convenção Constitucional, em outubro de 2020.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

Publicado

2022-01-25